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Café Brasil
 
 
Postado em 27/12/2009

Pílulas Natalinas

Hoje vou pegar leve...

Por Luciano Pires
lucianopires@globalexchange.com.br

PÍLULAS NATALINAS

 Hoje vou pegar leve, com algumas pílulas natalinas que andei juntando. São retalhos que vou costurando, sabe como é?

 Pílula um: O Natal é um período especial do ano. Uma convenção. Quando ele chega o tempo muda, um clima diferente toma conta da casa, da cidade, do país. Conheço muita gente que odeia o período do Natal. Acha triste, provavelmente por trazer lembranças de tempos felizes que não vão mais voltar. Lembranças de entes amados que já se foram. O Natal traz saudades. Ele acorda a criança que dorme dentro de nós, reaviva sentimentos que nos dominavam quando tínhamos seis, sete anos de idade. Um período em que o Natal, seja rico ou pobre, é sempre fascinante. Foi Erma Bomback, humorista estadunidense quem disse uma frase que chega a doer de tanta poesia:

- Nada mais triste que acordar numa manhã de Natal e não ser criança...

 Pílula dois: E houve também um anônimo cruel que disse:

 - Aprendi que o homem tem quatro idades: quando acredita em Papai Noel, quando não acredita em Papai Noel, quando é o Papai Noel e quando se parece com Papai Noel.

 Pílula três: O meu Natal inesquecível aconteceu quando eu tinha uns dez anos, lá por 1966. A família gigantesca reunia-se na casa de meus avós Duarte e Dora. Era uma tremenda festa, todos davam presentes para todos. Naquele ano só ganhei coisas que crianças detestam: meias, lenços, sabonetes... Fui pra casa arrasado. Quando cheguei, meu pai estranhamente mandou que eu entrasse no quarto e acendesse a luz. Ao entrar senti um cheiro de coisa nova. Acendi a luz e no meio do quarto estava uma bicicleta. Uma Monareta branca e vermelha. Linda.

Brilhante. O melhor presente de Natal da minha vida.

E para terminar, a Pílula quatro: Já que é Natal, que tal um presentinho? O Soneto de Natal de Machado de Assis?

 Um homem, - era aquela noite amiga,

Noite cristã, berço no Nazareno, -

Ao relembrar os dias de pequeno,

E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce e ameno

As sensações da sua idade antiga,

Naquela mesma velha noite amiga,

Noite cristã, berço do Nazareno.

Escolheu o soneto... A folha branca

Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca, A pena não acode ao gesto seu.

 E, em vão lutando contra o metro adverso, Só lhe saiu este pequeno verso:

"Mudaria o Natal ou mudei eu?"

 Feliz Natal!

Luciano Pires
lucianopires@globalexchange.com.br
Luciano Pires é jornalista, escritor, conferencista e cartunista,  e escreve periodicamente para o Global Exchange

 

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Sobre o autor...

Luciano Pires

Jornalista e escritor formado em comunicação, cartunista premiado, colunista de vários sites e apresentasdor do programa de rádio Café Brasil na Mundial FM (95,7 FM) em São Paulo.

Saiba mais - Apresentação

Luciano Pires
lucianopires@globalexchange.com.br


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