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Dicas de viagem
 
 
Postado em 17/2/2010

Fabiano Viaja: Londres em 5 dias!

Gasto diário aproximado: 70 libras são mais do que suficientes.
Como fiquei na casa de um amigo, poupei com estadia.

Meio de transporte: Ônibus. Ajuda se você tiver um Oyster, ande o máximo que puder para ter uma impressão mais completa de Londres.

O que não deixar de ver/fazer: Visitar o Camden Market (em Camden Town).

Dicas:

1) Não dê uma de espertinho não pagando o transporte.
2) Nunca (eu disse nunca!) urine em lugares públicos.
3) Poupe uma grana para passar na Lilly White's (uma loja especializada em material esportivo).

Impressão: Cosmopolita, moderna e agitada.

Voamos para Londres de British Airways. Não tivemos problemas para embarcar. Chegamos em Londres pelo Heathrow. Pra ser muito sincero, não foi uma chegada muito confortável. Logo chegando à fila do controle imigratório, percebi que algo estava acontecendo. Havia um grupo de brasileiros reclamando por terem tido o visto negado. Já comecei a sentir certo desconforto. Chegando a minha vez, fomos eu e meu amigo para conversar com um senhor nada simpático.

Do próprio aeroporto, pegamos o metrô para a estação King's Cross (sim, a mesma do filme do Harry Potter). Isso demorou um pouco, diga-se de passagem.

Meu amigo morava em um apartamento muito próximo à estação. Depois que eu liguei de um telefone público, em minutos ele chegou. Eu não o via fazia três anos! Foi muito legal revê-lo.


 Famosas indicações do metrô de Londres

No outro dia, decidimos explorar um pouco a cidade. Meu amigo sugeriu que fizéssemos tudo de ônibus e, para tanto, nos arrumou cartões "Oyster" (um cartão que você carrega com dinheiro e utiliza nos meios de transporte). Como fizemos em todas as manhãs, tomamos café da manhã na rede de restaurantes Subway. Muito conhecido por lá. Cerca de 3,20 libras por meio lanche e refrigerante à vontade.

Eu estava curioso pra conhecer a cidade. Pegamos um ônibus e fomos para Trafalgar Square. O ônibus é algo que merece atenção. Todos possuem câmeras de segurança, eles se inclinam para ficar da mesma altura da calçada (não possuem degraus), possuem duas amplas portas (duas no mínimo, dependendo do modelo) e pagar é um ato de honestidade. Não existem catracas e, se você não pagar (com dinheiro) ou não passar o cartão no leitor, ninguém vai te impedir de viajar. Porém, se algum fiscal entrar no ônibus e você não comprovar pagamento, a viagem sairá muito mais cara...

Andamos muito neste dia. Saímos da Trafalgar Square e fomos em direção ao Big Ben, ou melhor, ao parlamento. No caminho, a arquitetura é bastante interessante. É uma espécie de mistura de época medieval com modernidade. Você vê soldados em cavalos, pequenos palácios, belas fontes e, espalhadas por toda a cidade, muitas câmeras de segurança. Diga-se de passagem, a sensação de segurança de Londres é invejável! Um outro detalhe interessante: não existem postes com fiação elétrica! Toda a fiação é subterrânea.

Nas proximidades do Big Ben, um mar de gente. A sensação de olhar o Big Ben com seus próprios olhos é semelhante a de ouvir sua música preferida. Eu senti um sentimento de "missão cumprida", como se avistar o parlamento britânico fosse parte de uma lista de coisas que você DEVE ver ao menos uma vez em sua vida. As dimensões não impressionam muito se você veio de Paris. Um parêntese: Big Ben refere-se ao sino e não ao relógio, ok?


Big Bem ao fundo

Muito próximo, temos a Abadia de Westminster e sua belíssima arquitetura. As redondezas são de um requinte completamente medieval e agrada os olhos. Continuamos a caminhada e chegamos ao rio Thames e, do outro lado do rio, avistamos a famosa London Eye, uma espécie de roda gigante de proporções titânicas.


Abadia de Wetsminster

Estávamos sem mapa. Aplicamos o que aprendemos em Paris: ande! No caminho para nenhum lugar ao certo bati uma das fotos que gostei muito. É uma do detalhe de um banco onde se lê "City of London". Nada mais apropriado! Havíamos andado por horas!

Logo encontramos um mapa próximo a uma estação de metrô. Estávamos perto da St. Paul's Cathedral. Esta catedral constava na minha lista de "things to see". Nem preciso falar que a catedral é muito bonita. Tudo feito com muito esmero e em um grau de preservação impressionante. Outra vez, tudo monitorado por câmeras de segurança.


Um banco em uma praça qualquer em Londres

Voltamos para o apartamento. Meu amigo havia feito uma reserva para nós em um restaurante. Bom, por "nós" entenda-se: eu, o Rato e mais uma galera muito legal. Parte dela constituída por amigos e parentes de amigos que também estavam passeando por Londres.

Pra minha surpresa, aliás, nossa, o restaurante era de esquina com a St. Paul's Cathedral, em um ponto requintado e com uma bela vista para a catedral. O nome do restaurante é Strada. Eles possuem mais de uma unidade em Londres. O jantar foi maravilhosamente bem servido. Bebemos e comemos à vontade. Tudo foi perfeito e nos divertimos muito. Detalhe: todos da mesa eram (e ainda são, claro) brasileiros. Já dá pra imaginar a alegria do local. Ainda mais depois da segunda garrafa de vinho!


St. Paul's Cathedral

No outro dia, fomos passear de barco no rio Thames. Nosso objetivo era chegar até o parque de Greenwich (sim, o do meridiano). Um velhinho quase sem fôlego, utilizando um microfone em condições duvidosas, ia explicando o que era cada um dos pontos de interesse: uma construção antiga que já foi uma prisão, um navio de guerra ancorado (igual aos dos filmes!), prédios com arquitetura oval, bar estilizado em formato de navio (ou o contrário) e etc.


Tower Bridge. Passeando de barco pelo Thames

No caminho, passamos por baixo da London Bridge e da impressionante Tower Bridge, outro símbolo de Londres que dispensa meus comentários. Ainda no percurso, à distância, tivemos uma pequena noção da razão de Londres ser conhecida como um dos maiores centros financeiros do mundo: um conglomerado de prédios altíssimos com logomarcas de vários bancos internacionais.

Não que a viagem tenha sido ruim, mas depois de um tempo eu já estava ansioso por terra firme. Ao ancorar, a sensação que tive foi a de avistar uma velha cidadezinha litorânea. Pacata como ela só. As únicas coisas que tiravam este aspecto eram os turistas e suas câmeras pra lá e pra cá. Embora não fossem muitos.

O parque estava muito convidativo. Não estava muito frio e a coloração das folhas estava entre o verde e o amarelado. Neste parque funciona o "Royal Observatory Greenwich". Tem um relógio de dimensões consideráveis na entrada, além de uma espécie de laser que indica a passagem do meridiano.
Comemos uns biscoitos ainda no parque e depois decidimos que não voltaríamos com o barco. Assim o fizemos.


Parque Greenwich. O local onde passa o meridiano de Greenwich

Bom, pegamos o metrô e voltamos para o apartamento para tomar uma ducha. Neste dia fomos (basicamente todos que participaram do jantar) ao O'Neills, um pub irlandês.
No caminho (é sempre no caminho... rs), passamos por China Town, uma espécie de bairro da Liberdade deles. O número de pessoas nas ruas era muito grande! Percebe-se que a noite londrina é bastante agitada. E para todos os gostos.

Acordamos cedo no outro dia e fomos para o lugar que eu mais gostei em Londres: Camden Town! Este é o lugar para encontrar aquele souvenir bastante exclusivo! O ambiente é muito animado e você, com toda a certeza, comprará alguma coisa! Foi em Camden que eu conheci a rede de lojas da Cyberdog, que chega a chocar de tão exclusiva. Não é do meu gosto pessoal, mas gostei da atmosfera ultra moderna da loja.


Camden town. Loucura total!

Saímos de lá e fomos "bater pernas" por Londres. Meu amigo e guia turístico Rafael (não o Rato) quis entrar na maior loja de brinquedos que eu já vi e ouvi falar: Hamleys. São andares e mais andares com tudo quanto é tipo de brinquedo! Voltei a ter meus 10 anos dentro desta loja, ou melhor, deste shopping para brinquedos.

Depois, já noite, fomos até Piccadilly Circus. Uma esquina conhecida por suas propagandas luminosas a lá Times Square (guardadas as devidas proporções). A noite terminou com um tradicional hot dog (exatamente: um pão, uma salsicha, catchup e mostarda - NADA mais) que custou 2,50 libras. Bem... a noite ia terminar com o hot dog, mas continuávamos com fome. Fomos até o Burger King e por 4,49 libras, tivemos um lanche bem mais completo.

Chegamos ao nosso último dia em Londres. Começamos indo até a estação King's Cross para encontrar a plataforma 9 e 3/4 do filme Harry Potter, onde eles entravam correndo com o carrinho (parecido com um carrinho de supermercado). Na "plataforma" (na verdade, uma parede), eles colocaram a metade de um carrinho para fazer como se o carrinho estivesse metade para dentro (da parede), metade pra fora.


Plataforma 9 e 3/4 do filme do Harry Potter

Eu olhei no mapa e vi que a famosa Baker Street (se você não sabe porque a Baker Street é famosa, continue lendo) não estava muito longe. Resolvemos ir até lá. Para isso, agora com a ajuda de um praticamente "nativo" (o amigo do Rato), pegamos a moderna Oxford Street, com seus prédios altos e modernos. Demoramos um pouco para chegar. Parecia mais próximo pelo mapa, mas descobrimos que somente as ruas principais são mostradas no mapa.

Bem na esquina da Baker com a Oxford encontramos uma estátua de Sherlock Holmes. O personagem fictício de Conan Doyle tinha endereço (também fictício) na 221B da Baker. Depois de falar um "oi" pro Sherlock, fomos conhecer o Castelo de Buckingham.


Próxima a famosa Baker Street, uma estátua de Sherlock Holmes

As ruas próximas ao castelo são muito bonitas e arborizadas e em todo lugar você vê uma bandeira do Reino Unido. Bem na frente do castelo existe uma espécie de praça com algumas estátuas. Saímos das proximidades do castelo e fomos procurar um bar. Só pra relaxar um pouco. A temperatura estava boa... pros padrões deles, claro. A cerveja nem precisava estar muito gelada.


Palácio de Buckingham

Decidimos fazer algumas compras em uma loja chamada "Lilly White's", especializada em material esportivo. Os preços são muito bons e, mesmo pagando em libras, sai mais barato do que comprar no Brasil. Foi difícil não arrebentar de comprar nesta loja.
Saímos da loja e eu botei na minha cabeça que tínhamos que passar na "Temple Church", uma igreja exibida no filme "Código Da Vinci". Não a encontrávamos de jeito nenhum. Perguntávamos para as pessoas e as informações eram desconexas.

Por uma pura falta de sorte, a igreja não estava aberta neste dia. Tivemos que nos contentar com a vista externa. Ela ficava em uma região próxima à avenida, mas parecia isolada e com uma sensação temporal própria. Não parecia que você estava no centro de Londres.

Assim deixamos Londres.

Certamente deixamos de ver muita coisa, mas é humanamente impossível ver tudo em uma única viagem. Sou muito grato a meu amigo Rafael "Doido" por ter nos recepcionado tão calorosamente. Agradeço também a toda a galera do "Nino". Não nos desampararam em nenhum momento.

Próximo destino: Amsterdã.

Fabiano Mattos Cruz, 26 anos, formado em Administração de Empresas pelo Mackenzie.

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